Levo comigo um maço vazio e amassado de Republicana e uma revista velha que ficou por aqui. Levo comigo as duas últimas passagens de trem. Levo comigo um guardanapo de papel com minha cara que você desenhou, da boca sai um balãozinho com palavras, as palavras dizem coisas engraçadas. Também levo comigo uma folha de acácia recolhida na rua, uma outra noite, quando caminhávamos separados pela multidão. E outra folha, petrificada, branca, com um furinho como uma janela, e a janela estava fechada pela água e eu soprei e vi você e esse foi o dia em que a sorte começou.
Levo comigo o gosto do vinho na boca. (Por todas as coisas boas, diziamos, todas as coisas cada vez melhores que nos vão acontecer.)
Não levo uma única gota de veneno. Levo os beijos de quando você partia (eu nunca estava dormindo, nunca). E um assombro por tudo isso que nenhuma carta, nenhuma explicação, podem dizer a ninguém o que foi.
Eduardo Galeano, em Vagamundo.
Esse é um blog destinado ao relato de um processo criativo para a montagem de uma perfomance inspirada no texto O Banquete de Platão. As provocações são feitas por mim, Leandro Menezes, aos performer´s participantes e contribuintes do trabalho.
sábado, 29 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Experimentação:
Pregadores: exercício realizado dentro da ASQ Cia de dança.
Trilha: Cláudio Lins - Espetáculo Dalí.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Instinto Animal
Sinto na peleA saliva da tua língua
Os mamilos duros
A tua vagina
Vem até mim
Vem masturbar-me
Chupar-me até me vir
Vem sem parar
Deixa-me segurar
No teu cabelo
E penetrar
Quero vir-me
Onde estás molhada
Com desejo e pronta
A ser possuída
Sem lutar
Vem ter comigo, vem perder-te comigo, não faço promessas
Mas posso fazer-te perder em orgasmos fulminantes e provares o meu doce esporrar… Leandro Rocon
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